Mapeamento de fala mede, dentro do seu canal auditivo, o som que o aparelho realmente entrega e compara com a meta prescrita para a sua audição. Saiba mais.

O mapeamento de fala é uma medida feita dentro do seu canal auditivo, com o aparelho ligado, usando fala real como sinal de entrada em vez de tons de teste.
Na tela aparece a faixa da fala em três volumes, baixo, normal e forte, sobreposta ao seu limiar auditivo e ao seu limite de desconforto.
O objetivo é visual e imediato: mostrar se a fala está caindo dentro da sua área audível. É também o momento em que a família entende o que está acontecendo, porque o gráfico diz em cinco segundos o que uma explicação levaria vinte minutos para dizer.
Um microfone-sonda muito fino é posicionado no canal auditivo, ao lado do aparelho. Com o aparelho ligado, ele mede o nível sonoro real próximo ao tímpano em cada frequência.
Esse resultado é comparado com a meta prescritiva calculada a partir do seu audiograma, seguindo fórmulas internacionais como NAL-NL2 e DSL v5.0.
Você deixa de ouvir sons que deveria ouvir, tipicamente os agudos que carregam a inteligibilidade das consoantes.
O som incomoda, e é aí que a pessoa acaba abandonando o uso do aparelho.
A verificação com microfone sonda é recomendada pelas principais entidades da área, entre elas a American Academy of Audiology e a British Society of Audiology.
Aazh e Moore mediram 42 orelhas programadas pelo ajuste inicial do fabricante e encontraram 64% dos casos fora da margem de 10 decibéis em relação à meta em pelo menos uma frequência. Depois do ajuste guiado pela medida real, 83% dos casos passaram a ficar dentro da margem.
Abrams e colaboradores compararam os dois métodos no mesmo grupo de usuários, sem que eles soubessem qual estavam usando. O benefício relatado foi maior com a prescrição verificada em três das quatro escalas do questionário APHAB, e 15 dos 22 participantes preferiram a programação verificada.
Valente e colaboradores encontraram melhor reconhecimento de palavras e fonemas com aparelhos programados para a meta NAL-NL2 com medida real.
Aqui o exame é feito em cabine, com alto-falantes em vez de fones, primeiro sem o aparelho e depois com ele. A diferença entre os dois limiares é o ganho funcional.
É útil em duas situações principais: crianças pequenas e pessoas que não toleram o microfone-sonda, e como demonstração do benefício para quem quer ver o resultado.
Existe uma limitação técnica que vale conhecer. Nos aparelhos digitais atuais, com compressão, redução de ruído e microfones direcionais, um tom puro em volume baixo pode acionar esses processamentos e distorcer a leitura. Por isso o ganho funcional complementa a verificação eletroacústica, sem substituí-la.
Responde: o aparelho está entregando o que foi prescrito? Mede-se com microfone sonda.
Responde: a pessoa está de fato ouvindo melhor na vida dela? Mede-se com questionários estruturados como APHAB, COSI e IOI-HA, e com testes de fala no ruído.
Um aparelho pode passar na verificação e falhar na validação. É nesse ponto que entram os retornos de ajuste fino, o treinamento auditivo e, quando necessário, a revisão da escolha do formato. Veja como isso funciona na página de regulagem de aparelho auditivo.
Nota de transparência
A evidência de que a verificação aproxima o aparelho da meta prescritiva é sólida. A de que isso melhora o desempenho no dia a dia é consistente, e uma revisão sistemática de 2021 aponta que o número de estudos de alta qualidade sobre esse ponto ainda é pequeno. Preferimos medir a supor.
O serviço está disponível nas unidades de Mogi das Cruzes, Guarulhos, Suzano e Sorocaba.
Aazh H, Moore BCJ. The value of routine real ear measurement of the gain of digital hearing aids. Journal of the American Academy of Audiology, 2007;18(8):653-664.
Abrams HB, Chisolm TH, McManus M, McArdle R. Initial-fit approach versus verified prescription: comparing self-perceived hearing aid benefit. Journal of the American Academy of Audiology, 2012;23(10):768-778.
Valente M, Oeding K, Brockmeyer A, Smith S, Kallogjeri D. Differences in word and phoneme recognition in quiet, sentence recognition in noise, and subjective outcomes between manufacturer first-fit and hearing aids programmed to NAL-NL2 using real-ear measures. Journal of the American Academy of Audiology, 2018;29(8):706-721.
Almufarrij I, Dillon H, Munro KJ. Does probe-tube verification of real-ear hearing aid amplification characteristics improve outcomes in adults? A systematic review and meta-analysis. Trends in Hearing, 2021;25:1-18.
American Academy of Audiology. Guidelines for the audiologic management of adult hearing impairment.
British Society of Audiology. Guidance on the verification of hearing devices using probe microphone measurements.
Conteúdo produzido e revisado tecnicamente por
Fabio Horsth Catão
Fonoaudiólogo e responsável técnico da Auditif. CRFa 2-22368.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação individual com um profissional. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação presencial.
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