Depressão e o Zumbido no Ouvido

Você tem um zumbido no ouvido e está se sentindo deprimido com isso, ou você já estava deprimido antes de começar a perceber o zumbido.

Não se sabe qual chegou primeiro, porém estudos mostram uma conexão entre a depressão e o zumbido e que há uma tendência de um surgir com o outro.

No entanto, ainda não foi estabelecido à relação de causa e efeito.

O que causa a depressão e o zumbido

Vamos por partes. Sabemos que o zumbido é um distúrbio que faz a pessoa ouvir um som irritante constantemente e somente ela consegue ouvir.

Esses ruídos variam de pessoa a pessoa, e geralmente se apresentam como um assobio, estalo, apito etc. Na verdade, estimasse que 30% das pessoas já escutaram um zumbido em algum momento de sua vida. Ou seja, é comum. E, quando passageiro, raramente necessita de atendimento médico.

São várias as causas que desenvolvem o zumbido. O envelhecimento normal, exposição a ruídos altos por prolongado tempo, perda auditiva, infecção da orelha, traumatismo da cabeça e pescoço são algumas delas.

Geralmente os zumbidos são consequência da perda da audição. E isso é relevante, pois podem se tornar crônicos e, quando negligenciados, são os mais propensos a desenvolverem a insônia, ansiedade, dificuldade auditiva, isolamento e depressão.

Também não é difícil entender isso. Imagine como é irritante e desgastante lidar com os ruídos constantes, tentar fazer algo que você gosta como ver um filme ou tentar se comunicar com outro. Por isso, grande parte dos pacientes que tem zumbido no ouvido relatam sofre de ansiedade e depressão.

Então se eu tiver zumbido crônico posso ter depressão? Talvez. É difícil afirmar, mas com certeza a falta de cuidado aumentam e muito a probabilidade do surgimento da doença. Pesquisadores observaram que a depressão é o primeiro sintoma a ser identificado antes que o zumbido se torne aparente.

A depressão é um distúrbio de humor sério. Muitas vezes chega de uma forma silenciosa como uma mudança no humor ou dificuldade de lidar com seu cotidiano.

Mas o que poderia causar o zumbido nesses pacientes? Como já dizemos antes, não se sabe bem a relação entre os dois, mas há fatores fisiopatológicos que podem explicar isso. Como o grau de estresse e ansiedade, que podem causar um aperto muito forte na musculatura mastigatória, e em alguns casos, a própria medicação antidepressiva.

Como tratar o zumbido

Para entender como tratar o zumbido, é necessário conhecer suas causas. E é o otorrinolaringologista que irá avaliar os sintomas: o tipo de zumbido; quando aparece; quanto tempo dura; se vem acompanhada por tontura, desequilíbrio e palpitação. Também é feito um exame interno no ouvido, mandíbula e vasos sanguíneos. Além de exames como audiometria e tomografia, por exemplo.

Dependendo da causa do zumbido, o tratamento é simples, como remoção de cera, uso antibiótico e cirurgia.

Caso a tratamento seja complicado e demorado, são utilizados outros recursos como:

  • Uso de aparelho auditivo;
  • Terapia do som;
  • Uso de antidepressivo;
  • Uso de vasodilatadores;
  • Manutenção de uma vida saudável.
  • Em muitos casos o zumbido não tem cura, mas há tratamento. Por isso é de suma importância procurar ajuda médica o quanto antes, assim aumentam a chances de sucesso no tratamento.

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